A Motorola fez uma série de lançamentos no mercado logo na primeira quinzena de julho. Entre eles, o Flipout, um smartphone voltado para o acesso às redes sociais da Internet e com diversos recursos multimídia, e o Droid X. Apesar deste último ainda nem ter data marcada para chegar ao Brasil, já é foco de uma enorme polêmica. Ao que parece, o aparelho, que será comercializado nos EUA pela operadora Verizon Wireless, pode ficar inutilizado se o usuário tentar instalar outro sistema operacional no celular.No fundo, não deixa de ser uma grande ironia, já que, a exemplo de Linux, Wikipédia e a Linguagem Python, o sistema operacional Android foi desenvolvido com forte fundamentação na ideia de abertura. Alguns críticos comparam o absurdo de um mecanismo de destruição do telefone com algo em um computador: dificilmente ele iria vir com um dispositivo de autodestruição se o usuário tentasse instalar dois sistemas em dual boot.
Em compensação, o Droid X promete ser um dos grandes rivais do iPhone 4 por uma característica fundamental: o seu preço, muito mais barato do que o gadget da Apple. Ele tem um formato diferenciado, mais fino em baixo e mais largo em cima por causa da câmera de oito megapixels com flash duplo, sendo também 8 GB de memória interna. Já vem com cartão de memória, dando mais 16 GB de armazenamento. Além disso, o sistema operacional será atualizado para a versão 2.2 pouco tempo depois do seu lançamento.
Ele vai usar a tecnologia 3G e conexão Wi-Fi, mas será ainda melhor do que isso: o Droid x pode ser usado como hotspot para até cinco computadores, rivalizando também com outro sucesso de vendas, o Joikuspot da Nokia. O Wi-Fi também vai servir para conectar o aparelho a uma TV com Wi-Fi, dando assim para visualizar as fotos do celular na tela da televisão. Tanto Wi-Fi só pode resultar numa coisa: o Droid X já é considerado um dos aparelhos com melhor ligação e trânsito de dados surgido nos últimos tempos.
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